(Foto: Divulgação)
Uma nova acumulação de petróleo foi encontrada em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe. Este é o terceiro poço perfurado na região, denominada Poço Verde. A descoberta da Petrobras se encontra a 5.350 metros de profundidade, e a operação de perfuração se estenderá até 5.500 metros.
O governador Jackson Barreto comemorou a descoberta e disse que isso ajuda a fortalecer a economia e pode atrair novos investimentos para o estado. “ Sergipe tem se consolidado como um estado com matriz energética variada. Essa nova descoberta da Petrobras reforça o potencial do estado, além de abrir a perspectiva para geração de empregos e mais desenvolvimento. Para isso, criamos uma escola em Carmópolis para capacitar a nossa juventude e prepará-la para o mercado de trabalho crescente na área de gás e petróleo”, afirmou.
De acordo com o economista e consultor especial do governo, Oliveira Júnior, essas e outras descobertas reafirmam que o território sergipano possui uma grande reserva. “Está se confirmando uma realidade que a gente já conhece há algum tempo, que o litoral sergipano possui, em águas profundas, uma reserva muito significativa de petróleo, óleo e gás natural de excelente qualidade. Isso abre muitas perspectivas interessantes para o desenvolvimento do estado. Com isso, nossa expectativa é que a Petrobras acelere os investimentos da exploração do óleo”, destacou Oliveira Júnior.
De acordo com informações da Petrobras, o poço 3-SES-189 (nomenclatura Petrobras), constatou uma nova acumulação de petróleo em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe. A reserva descoberta, informalmente conhecida como Poço Verde 4, está localizado a 23,5 km do poço descobridor, em lâmina d’água de 2.479 metros.
Os reservatórios, portadores de petróleo leve, de maior valor de mercado, possuem espessura total de 85 metros e boas condições de porosidade e permeabilidade. A área integra o projeto exploratório da Bacia de Sergipe-Alagoas em águas ultraprofundas, composto por mais cinco planos de avaliação.

Potencial sergipano

Apesar de explorar Sergipe há mais de 50 anos, apenas em 2010 a Petrobras começou a perfurar em águas profundas, onde ocorreram as descobertas mais recentes. Em 2012, foram cinco descobertas em águas ultraprofundas, comprovando o potencial exploratório do litoral sergipano.
Dos poços no estado, destaca-se o campo de Carmópolis, o maior em volume de reservas do país e o primeiro descoberto na bacia sedimentar de Sergipe-Alagoas, em 1963. No campo de Guaricema são testadas as primeiras tecnologias voltadas para os campos marítimos. Foi nele que a empresa produziu pela primeira vez na plataforma continental, em 1968.
Em 2007, o campo de Piranema começou a produzir. Ele marcou uma nova fronteira para o Nordeste brasileiro: produção de óleo leve e em águas profundas. Uma inovação adotada para esse campo foi a instalação do primeiro sistema flutuante de produção, armazenamento e exportação de óleo redondo do mundo. O projeto tem como objetivo minimizar os efeitos da oscilação das ondas do mar.

Ensino profissionalizante

Para ampliar ainda mais a cadeia produtiva de petróleo e gás, o Governo do Estado implantou a primeira escola profissionalizante de Petróleo e Gás em Carmópolis. Orçada em R$ 5 milhões a unidade ofertará o curso técnico na área de Petróleo e Gás e integra a política de interiorização da educação.
De acordo com Oliveira Júnior, a ideia de promover capacitação profissional na área em Sergipe estava esquecida, e apenas nos últimos anos foi retomada. “De algum tempo para cá, surgiu essa possibilidade de proporcionar a formação de profissionais especializados nessa área. É uma maneira de fazer com que os sergipanos se capacitem para obter mais renda e emprego a partir da exploração petrolífera do nosso estado”, afirmou,
A unidade de ensino, que recebeu o nome de Centro Estadual de Educação Profissional Governador Marcelo Déda Chagas, começa no segundo semestre de 2015 o curso integral médio profissionalizante em Petróleo e Gás. Lá também será implantando o polo de ensino profissional à distância.
Segundo a diretora do Centro, Jerusa Magaly Silveira, os cursos de Formação Inicial Continuada (FIC) devem ocorrer paralelamente às outras atividades, pois são de curta duração. “Desejamos proporcionar o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social, promover a capacitação, a especialização e a atualização de profissionais nas áreas da educação profissional e tecnológica”, ressaltou a educadora.
Idealizada pelo ex-governador Marcelo Déda, a unidade tem capacidade para receber 240 alunos, capacitando-os para as demandas de exploração mineral na região, principal atividade econômica do município.

Com informações da Agência Petrobras

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