Próxima segunda-feira (17), a responsabilidade pela termoelétrica estará em leilão. Provavelmente, o dispositivo de autoridades não suporte a quantidade de possíveis pais. Porém, tal qual a paternidade, a rede de apoio para ser efetiva precisa ser valorizada e atuante.

As obras públicas e/ou investimentos negociados por gestores públicos são sempre do povo. É algo que transcende a figura de quem esteja à frente do município ou estado. No entanto, o reconhecimento é necessário, intrínseco às relações humanas e ao meio político. O pensador grego Antístenes concretizou a máxima: ‘a gratidão é a memória do coração’. É nessa memória que ocupam lugar as obras estruturantes de João Alves, para citar um exemplo local. Nessa mesma memória, deve estar o esforço de Jackson Barreto em viabilizar a implantação da maior Usina Termelétrica movida a gás natural da América Latina, com 1.500 MW de potência, na Barra dos Coqueiros.

Era setembro de 2016 quando o então governador Jackson Barreto, o presidente da GG Power – joint venture formada pela britânica LNG Power Limited e demais investidores lançaram, por meio da Celse, a pedra fundamental da Usina Termoelétrica (UTE) Porto de Sergipe, primeiro projeto, entre os demais previstos para o Complexo de Geração de Energia Governador Marcelo Déda. Antes dessa data, foi no governo JB que a Codise negociou e vendeu o terreno onde está instalada a termoelétrica.

Desse setembro agora longínquo até a próxima segunda-feira, foram necessárias reuniões, tratativas, conversas republicanas, viagens, leilões para que o maior investimento privado já realizado em Sergipe, orçado em R$ 5 bilhões, entrasse em operação.

Também muitas foram as idas de Jackson Barreto ao Ministério de Minas e Energias, à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, aos gabinetes do Distrito Federal a fim de concretizar o investimento privado que fomentará a economia sergipana para as futuras gerações. Se antes da pandemia e da crise econômica que o coronavírus trouxe, essa ação de JB já era significativamente importante para o estado, neste momento, ela ganha ainda mais robustez.

Esse investimento trouxe para o estado, além da fronteira econômica de gás e de toda sua cadeia de negócios, empregos diretos, investidores, especulação imobiliária para a Barra dos Coqueiros e recuperação patrimonial de prédios públicos. A reforma do Arquivo Público, da Biblioteca Epifânio Dória e do Teatro Tobias Barreto, por meio de parceria com a Celse, foi iniciativa de Jackson com objetivo de preservar de prédios públicos e históricos.

Os ganhos são econômicos, sociais e culturais para Sergipe. Não se pode esconder, passados quatro anos da pedra fundamental que homenageia o saudoso Marcelo Déda, a importância do trabalho de Jackson Barreto, que costurou acordos, apoios logísticos e empunhou a bandeira de nosso estado baseado em relatórios técnicos, destacando nosso potencial econômico, e em seu orgulho santa-rosense e sergipano, plantou renda, emprego e oportunidades para as futuras gerações.

Por Jackson Barreto

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