As famílias beneficiárias do Cartão Mais Inclusão se preparam para receber a quarta parcela do auxílio no próximo dia 10 de julho. O programa foi criado pela Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social – SEIAS, em resposta à preocupação do Governo de Sergipe com a segurança alimentar das pessoas que tiveram sua situação de vulnerabilidade agravada durante a pandemia, e consiste na concessão de um auxílio mensal de R$ 100 a famílias enquadradas na extrema pobreza, para uso exclusivo na aquisição de gêneros alimentícios na rede credenciada Banese. Diante da sua importância nas vidas dessas pessoas, o benefício foi prorrogado por mais dois meses, através do Decreto 40.622, assinado pelo governador Belivaldo Chagas e publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 29 de junho.

“É importante frisar que nós conseguimos pagar, apesar das dificuldades que estamos enfrentando, as parcelas previstas de abril, maio, junho e agora, a julho, no próximo dia 10. As pessoas que recebem esse benefício, são cadastradas no CadÚnico. São essas pessoas que mais estão sentindo na pele os efeitos da pandemia. Por isso, resolvemos estender por mais dois meses, completando assim seis, no total. A estimativa é que estão sendo beneficiadas 25 mil pessoas”, enfatizou o governador Belivaldo Chagas.

Desde março, a SEIAS vem atuando em parceria com as secretarias municipais de Assistência Social na identificação do público atendido e na entrega dos cartões, após a checagem de compatibilidade dos perfis com as informações constantes no Cadastro Único. Em alguns casos, as secretarias municipais informaram à SEIAS ter constatado alterações de endereço ou mudança de condição social não atualizadas pelas famílias no CadÚnico. A SEIAS, então, promoveu a substituição, a fim de que o benefício chegasse a quem mais necessita. Para a grande maioria dos beneficiários identificados desde o início do programa, o CMAIS tem servido de alento [e alimento], como é o caso da família de Maria Cristiana Ferreira, de 29 anos. Moradora do município de Nossa Senhora do Socorro, ela conta como vê o programa.

“Na verdade, o Cartão Mais Inclusão veio como uma benção, porque eu estava sem nenhum tipo de renda. Eu não consegui me cadastrar no Auxílio Emergencial e meu Bolsa Família foi cancelado, então eu estava pedindo ajuda aos meus familiares para comprar comida para os meus filhos”, conta Cristiana, que é mãe de quatro filhos. “Antes da pandemia, eu trabalhava como faxineira, lavava e passava roupa, como serviço informal, mas com tudo que está acontecendo, fiquei sem ter como trabalhar. A redução na minha renda foi drástica porque eu tenho filhos para sustentar e não estava tendo nem o que dar de comer para eles. Então, esse cartão veio na hora certa”, completou.

Também para Leicy Kelly Souza, de 25 anos, moradora do bairro Cidade Nova, na capital, o programa teve a importância de auxiliar na renda familiar destinada à alimentação. “Foi muito importante esse CMAIS, porque com esse dinheiro eu consigo ajudar no sustento de casa e consigo comprar coisas que são muito importantes nesse momento. Antes da pandemia, eu não trabalhava, mas a situação ficou difícil em minha casa, então estou trabalhando como faxineira e complementando a renda. Eu só tenho a agradecer, porque se não fosse esse benefício eu não saberia como ajudar minha família”, afirmou Leicy.

Para a secretária de Estado de Inclusão e Assistência Social, Lêda Lúcia Couto, a prorrogação do programa faz a diferença para essas pessoas. “Temos trabalhado em conjunto com as equipes da Assistência Social nos municípios, para garantir que o CMAIS chegue às pessoas que mais precisam e, ao mesmo tempo, faça o benefício circular nos municípios para a compra de alimentos, injetando recursos para pequenos comerciantes, agricultores familiares e cooperativas. Temos ficado muito felizes com depoimentos como esses, que mostram que o caminho seguido pelo governo do Estado foi acertado. A garantia da segurança alimentar dessas famílias é essencial, sobretudo em meio a uma pandemia, em que as pessoas precisam ter seu sistema imunológico reforçado”, afirmou Lêda Lúcia, que também é medica sanitarista.


Fonte: ASN

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