(Foto: Divulgação)
Servidores da Administração Geral lotaram o auditório do Sindicato dos Bancários na manhã desta quinta, 28, na assembleia realizada pela categoria e SINTRASE que deflagrou a greve por tempo indeterminado da categoria. O motivo principal da paralisação é a não implementação integral do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), já aprovado há quase dois anos.

Além do pedido pela implantação imediata do Plano, outras pautas estão inclusas na decisão que decretou a greve, como o pagamento da titulação (cuja criação da comissão já foi criada), reajuste da tabela do Plano em 24,31% (em virtude do índice inflacionário), pagamento da insalubridade para merendeiras, executores de serviços básicos e oficiais administrativos, concurso imediato para preenchimento de vagas na Administração Geral e retirada dos vigilantes terceirizados das escolas.
A greve, que começa a partir da próxima quinta, 4 de fevereiro, (em respeito às 72h, de acordo com a lei vigente), será a segunda paralisação da Administração Geral em menos de 1 ano. A última greve, considerada a maior da história da Administração Geral em Sergipe, foi realizada no segundo semestre de 2015 e durou mais de 60 dias. "Até que o governo se posicione sobre o PCCV e avance nas negociações das outras pautas, respeitando os servidores e honrando, inclusive, o pagamento dos salários dentro do prazo estipulado por lei, a categoria vai continuar paralisada”, afirmou o presidente do SINTRASE, Diego Araujo, que declarou não haver no momento outra alternativa a não ser a pela greve por tempo indeterminado. “A deflagração da greve também foi uma decisão tomada pela categoria por não concordar com os abusos realizados pelo Estado nos últimos meses, como o parcelamento do 13º e atrasos nos salários, que dificultou a situação de mais de 5 mil servidores que o Estado insiste ainda em pagar menos de um salário mínimo”, explicou.
Os serviços paralisados a partir do dia 4 serão os oferecidos pelos órgãos estaduais nos Centros de Atendimento ao Cidadão (CEAC’s) e atividades administrativas e operacionais das escolas estaduais, de secretarias e empresas públicas.

Relembrando

Não é de hoje que a categoria, apelidada pejorativamente como “arraia-miúda”, vem pleiteando melhorias trabalhistas junto ao governo estadual. Após anos na briga pela aprovação do PCCV, mais de 10 mil servidores representados pelo SINTRASE lutam agora pela implantação total do Plano, que foi aprovado em 2014, mas que, na prática, não beneficiou a categoria. “Temos um longo caminho de luta e mobilização pela implantação do Plano. Já dialogamos diretamente com secretários, sentamos com o governador e com membros da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para avançar nas negociações e realizamos greves e paralisações em 2015, além de impetrarmos várias ações na justiça, como a suspensão de novas contratações pelo Estado de comissionados. Mas os avanços reais não ocorreram e a categoria tem pressa em resolver estas questões”, disse o presidente. 
A última greve, considerada legal pela Justiça, mesmo com os pedidos de ilegalidade solicitados pelo Estado, foi encerrada pelos servidores para que o Estado cumprisse os acordos, entre eles, as decisões judiciais impetradas pelo sindicato. Porém, em protesto a não apresentação concreta no avanço das negociações, os servidores realizaram uma assembleia em novembro e resolveram parar suas atividades às quartas-feiras a partir de dezembro; paralisação esta que durou até a última quarta-feira, 13 de janeiro. “Não há como segurar um trabalhador; um servidor público que recebe menos de um salário e que ainda teve de sobreviver à irresponsabilidade do governo em receber seu 13º parcelado ou através de empréstimo”, finalizou o presidente.

Por Ascom/Sintrase

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