Meteorologista da Semarh, Overland Amaral
(Foto: Ascom/Semarh)
Apesar de chover desde a madrugada desse domingo, 21, em torno de 60 milímetros (mm) na capital sergipana, entre 30 a 50 mm na região do Agreste e apenas 5 a 10 milímetros no Alto Sertão, as chuvas previstas para ocorrer até o próximo dia 10 de maio, com características de instabilidade pluviométricas, são insuficientes para repor o déficit hídrico do Estado. Alerta o Centro de Meteorologia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente dos Recursos Hídricos (Semarh).

De acordo com o meteorologista da Semarh, Overland Amaral, há fortes possibilidades das chuvas que estacionaram no estado terem maior índice de concentração nessa quarta e quinta-feira, 24 e 25. Para esses dois dias é esperado o dobro de precipitação das últimas 24 horas, ou seja, o índice de precipitação poderá ser de 120 milímetros.
Ele revelou ainda que as chuvas ocorrerão até o início do mês de maio, com variado índice de precipitação e até possibilidade de ventos fortes de até 30km por hora.
Ainda segundo Overland, as chuvas estão sendo motivadas por um sistema de escoamento de Frente Fria vinda do Sul e Sudeste, ladeado com a Costa Leste do Estado da Bahia, chegando até o estado de Sergipe.

Déficit

O índice de chuvas entre os meses de maio e junho, período considerado chuvoso, será abaixo da média esperada, diante da irregularidade climatológica desse ano marcada pela pior seca dos últimos 50 anos. “Para regularizar o déficit hídrico no Estado seria necessário acumulado de chuva de 1500 milímetros. Como não chove no período esperado, a preocupação com a seca continua”, alertou Overland.

Acumulado

Nessas últimas 24 horas, o acumulado variou bastante entre regiões. Os maiores índices acumulados de precipitação ocorreram no município de Aracaju com 60,2 mm, seguido por Brejo Grande, com 57,6 mm e por Laranjeiras, que marcou índice de precipitação de 35,25mm. Em alguns municípios, a realidade foi bem diferente, pois não ocorreu chuva nas cidades de Aquidabã, Poço Redondo, Poço Verde e Itabaiana.

Por Ascom/Semarh

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