Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O Projeto Carnalita implantado em Sergipe foi notícia no jornal o Estado de São Paulo, na edição do dia 21 de janeiro, de 2013. Na matéria da repórter Dayanne Sousa, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Carlos Nogueira da Costa Jr. informa que a exploração das reservas de Carnalita (minério do qual se extrai o cloreto de potássio) em Sergipe, pela Vale Fertilizantes, deve contribuir para a redução da dependência de importação de potássio do Brasil.
Atualmente, o Brasil importa 90% do potássio necessário para produção de fertilizantes. Com a exploração das reservas de carnalita, esse número cairia gradualmente, chegando a 75% em 2020, estima o secretário. Apesar disso, ele afirma que a demanda por conta do crescimento da atividade agrícola vai continuar subindo e, após 2020, a dependência externa deve voltar a subir. A produção do potássio com base na Carnalita deve ter início entre 2015 e 2016.
Em abril de 2012, um acordo entre Vale e Petrobras permitiu a exploração das reservas pela Vale em jazidas da Petrobras. Na época, a presidenta da República, Dilma Rousseff, e o governador do Estado, Marcelo Déda, promoveram em Sergipe um ato que consolidou o maior investimento privado já realizado em terras sergipanas. Representantes da Petrobras e da companhia Vale assinaram o contrato de arrendamento que permitirá a exploração das jazidas de potássio no subsolo sergipano. Foi a concretização do Projeto Carnalita, que representa um investimento de quatro bilhões de dólares em Sergipe. A Vale já explora, em Sergipe, minas de silvinita. A expectativa é que o projeto adicione um volume anual de 1,2 milhão de toneladas à produção de potássio no Estado.
A implantação do projeto, que consiste na extração da Carnalita para produção de potássio, indispensável na composição de fertilizantes, foi possível graças ao empenho do governador Marcelo Déda, que desde 2008, ainda na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trabalha para a consolidação do Projeto Carnalita em Sergipe. O Brasil é estrategicamente um celeiro de produção de alimentos para o restante do mundo, soja, milho, arroz, carnes, entre outros, mas depende da importação de adubos. O Brasil importa 90% do potássio, ingrediente fundamental na produção de fertilizantes, ficando dependente dos humores do mercado internacional. E a produção de potássio em Sergipe será de 1,2 milhão de toneladas/ano, diminuindo a dependência do mercado externo, o que ajudará o País.
Segundo Déda, “a presidenta entendeu que este projeto era bom para Sergipe, mas era indispensável para o Brasil porque aumentará a produção de potássio. E, com isto, aumentará a segurança do agronegócio brasileiro, reduzindo a dependência do fertilizante importado. Além de gerar oportunidades de novos negócios na cadeia produtiva de fertilizantes e, consequente, geração de novos empregos”.
A presidenta, quando esteve em Sergipe para autorizar a exploração das reservas pela Vale em jazidas da Petrobras, se referiu ao que ela definiu como “fúria realizadora” do governador Marcelo Déda. “Essa é uma iniciativa que deve muito ao sonho, vontade e determinação do governador Marcelo Déda, que é o melhor orador da história da República deste país. Foi essa “fúria” do governador que se revelou numa promissora iniciativa criadora de oportunidades para Sergipe e para o Brasil. Esse é um projeto que representa um passo decisivo para nossa autonomia em fertilizantes e que viabiliza a agricultura ‘verde’ do Brasil”, destacou a presidenta, à época.
Empregos
Além de alavancar a consolidação da cadeia produtiva de fertilizantes, só na construção da nova usina para o projeto Carnalita serão gerados quatro mil empregos diretos e cerca de dez mil indiretos, beneficiando milhares de sergipanos.
Para o governador, além do período de construção da planta, é importante que durante a operação da companhia ela se torne a “cabeça” de uma importante cadeia produtiva não só do minério, mas também uma dinamizadora da cadeia de serviços no estado. “Transportes, alimentação, manutenção, segurança, dentre outros, são serviços que o mercado sergipano tem condições de oferecer com excelente qualidade e onde é preciso que a Vale ajude a orientar e qualificar as empresas sergipanas sob seus critérios”, relatou o governador.
Por Agência Sergipe de Notícias / ASN

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