Iniciado processo de beatificação de religioso que atuou em Maruim

Em comunhão com a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, um dos ramos da grande família franciscana, a Arquidiocese de Aracaju deu um passo significativo para elevar à honra dos altares o Frei Miguelângelo de Cíngole Serafim. O processo de beatificação do religioso, reconhecido como “apóstolo de Aracaju”, foi aberto oficialmente pelo arcebispo metropolitano, Dom João José Costa, na quinta-feira, 1º, dia de Todos os Santos, em solene celebração eucarística, na paróquia São Judas Tadeu (bairro América), onde, por várias décadas, o Frei Miguel exerceu o seu ministério.

A cerimônia foi concelebrada pelo arcebispo emérito, Dom José Palmeira Lessa, e por vários sacerdotes e diáconos.

Dentro desse processo, sem tempo determinado para conclusão, uma comissão formada por cinco pessoas (religiosos, professores e cientistas), cujos nomes são mantidos em sigilo, irá debruçar sobre toda a vida do Frei Miguel, desde o nascimento (1908) até a sua morte (2013). Um dossiê, peça conclusiva dessa investigação, será entregue ao arcebispo metropolitano, antes de ser encaminhado à Congregação para a Causa dos Santos, em Roma.

Além de investigar detalhadamente a vida do capuchinho para conhecer sua fama de santidade, a comissão irá recolher testemunhos de pessoas que conheceram o Frei Miguel, e alcançaram graças por sua intercessão. “O primeiro milagre atribuído ao religioso foi a construção do Convento e a Igreja dos Capuchinhos. Não havia recursos financeiros e nem qualquer projeto de construção, tudo foi fruto de doações que ele recolhia junto à população”, observa o Frei João Paulo, pároco da São Judas Tadeu.

Na Igreja dos Capuchinhos, o religioso foi considerado pai, protetor, conselheiro, e amigo dos mais necessitados, aflitos e doentes. Ele também foi agraciado com o título de missionário da caridade e da reconciliação.

Se estivesse vivo, o Frei Miguel completaria, em 30 de outubro deste ano, 110 anos de idade. Ele partiu para a eternidade no dia 9 de janeiro de 2013, aos 104 anos. A partir dessa data, a paróquia São Judas Tadeu celebra missas em memória do “santo de Aracaju”, no dia 9 de cada mês, com a participação de expressivo número de fiéis. O tempo canônico exigido pela Igreja para iniciar o processo de beatificação é de 5 anos, contado a partir do dia do falecimento do candidato a santo.

Natural de Cingoli, na Itália, Frei Miguelângelo chegou ao Brasil, mas precisamente à Bahia, em 1936, ao lado de outros missionários da mesma família religiosa. Pouco tempo depois se estabeleceu em terras sergipanas, na companhia do Frei Faustino. Antes de chegar a Aracaju, atuou nas cidades de Maruim, Santo Amaro, Rosário do Catete e General Maynard. 




Fonte: Arquidiocese de Aracaju

Fotos: Pascom/Paróquia São Judas Tadeu 
 
Frei Miguel (Foto: Divulgação)

Dom João José Costa (Foto: Pascom/PSJT)
 
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