Ministério da Saúde assina convênio para capacitar profissionais na fabricação de próteses e órteses
| Ministro Alexandre Padilha (Foto: Divulgação) |
São Paulo – Para reduzir a carência de
profissionais que produzem órteses e próteses, principalmente nas regiões Norte
e Nordeste, o Ministério da Saúde fez uma parceria com a Associação de
Assistência à Criança Deficiente (AACD) que prevê a liberação de R$ 348
mil para a capacitação de mais de 200 pessoas para atuar nesse trabalho. O
convênio foi assinado hoje (21) pelo ministro Alexandre Padilha, no Hospital
Abreu Sodré, em São Paulo.
“Queremos capacitar mais de 200 profissionais em órteses e próteses aqui
na oficina da AACD [em São Paulo] e, com isso, ter lá no interior e nas
capitais do Nordeste profissionais capacitados para fazer órteses e próteses”,
disse o ministro, após visitar a sede da associação em São Paulo.
Segundo Regina Helena Scripilliti Velloso, presidenta voluntária do
Conselho de Administração da AACD, a assinatura do convênio deve ajudar a
suprir a falta de mão de obra de ortesistas e protesistas do país. “Por meio
desse convênio, a AACD vai disponibilizar sua estrutura e seu conhecimento e
vai capacitar entre 200 e 300 pessoas para as oficinas ortopédicas do
Nordeste”, explicou.
Além da parceria, outros dois convênios foram assinados na tarde de hoje
(21) entre o Ministério da Saúde e a AACD. Um se refere a recursos para ajudar
a AACD a ter novos equipamentos para cuidar de crianças, sobretudo na parte de
reabilitação, com investimento de R$ 500 mil. Outra parceria apoia a associação
no desenvolvimento de um novo aparelho para reabilitação física.
“A AACD desenvolveu, ao longo do último ano, um equipamento utilizado
para reabilitação de pacientes que tiveram isquemia, derrame cerebral e de
crianças com paralisia cerebral. O Ministério da Saúde tem todo o interesse em
ter dados mais detalhados da recuperação das pessoas utilizando esse equipamento
para incorporarmos seu uso a outras unidades do Sistema Único de Saúde”, disse
o ministro.
As iniciativas fazem parte do Programa Viver sem Limite, criado em
novembro do ano passado e que prevê a ampliação do acesso e a qualificação do
atendimento às pessoas com deficiência permanente ou temporária no Sistema
Único de Saúde (SUS), entre outras ações.
Por Agência Brasil
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