Nesta quarta-feira (5), o município de Maruim comemora 167 anos de Emancipação Política. O município, que foi elevado à categoria de cidade a partir da Lei Provincial nº 374, de 05 de maio de 1854, era considerado uma potência econômica e política no início do século XX, em virtude de sua capacidade na indústria açucareira. Por ser uma potência econômica, Maruim era o município que apresentava maior arrecadação para província. Essa condição gerava prestígio, comprovado, quando em 14 de janeiro de 1860, Maruim foi um dos poucos municípios a receber a visita da comitiva do imperador Dom Pedro II e da imperatriz Tereza Cristina, através do rio Ganhamoroba, afluente do rio Sergipe.

O destaque no cenário econômico também foi fundamental para o fortalecimento político, através da concessão do título de Barão ao dono de engenhos, João Gomes de Melo, pelo Imperador do Brasil Dom Pedro II. O Barão de Maruim ainda ocupou o cargo de comandante da Guarda Nacional; vice-presidente da Província de Sergipe de 27 de setembro de 1855 a 27 de fevereiro de 1856, chegando a assumir a Província numa época castigada pela cólera; Foi deputado provincial por várias legislaturas; deputado geral por três vezes e nomeado, por Carta Imperial, e senador do Império em 21 de maio de 1861, cargo que ocupou por 28 anos.

Um dos fatos marcantes da história de Sergipe teve como cenário as terras maruinenses. Em 25 de fevereiro de 1855, no Engenho Unha do Gato, propriedade do Barão de Maruim João Gomes de Melo, o Sr. Inácio Barbosa reuniu deputados provinciais para discutirem a mudança da capital de São Cristóvão para o então Povoado Santo Antônio de Aracaju. A mudança foi sancionada através do Decreto nº 413, em 17 de março de 1855.



O município de Maruim também possui duas relíquias arquitetônicas, que são o Gabinete de Leitura e a Igreja Matriz de Senhor dos Passos. O Gabinete de Leitura, que completará tem 144 anos em agosto, possui projeto arquitetônico de Corinto Pinto de Mendonça. A tribuna do Gabinete foi ocupada por grandes oradores tais como Tobias Barreto, Fausto Cardoso, Deodato Maia, Thomaz Cruz, Clodomir Silva, Felisbelo Freire, Homero de Oliveira, Otto Schramm, José Quintiliano da Fonseca, Gumersindo Bessa, Pe. Leonardo Dantas, entre outros nomes da história sergipana. Por sua importância, o Gabinete de Leitura foi reconhecido como Utilidade Pública Federal em 1º de outubro de 1919, através do Decreto nº 3.776, assinado pelo presidente da República, Epitácio Pessoa, por intermédio do deputado federal Deodato Maia. Desde 1992, o Gabinete de Leitura foi municipalizado pelo então prefeito de Maruim, Murilo Mota de Oliveira, que o transformou em Biblioteca Pública Josias Vieira Dantas.



Fundada em 1862, a Igreja Matriz de Senhor dos Passos possui estilo barroco e é o primeiro Patrimônio Histórico e Artístico nacional de Maruim. O reconhecimento aconteceu em 2014, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O título considera aspectos arqueológico, paisagístico e etnográfico; histórico; belas artes; e das artes aplicadas.



O município de Maruim ainda é rico no seu aspecto cultural, outro exemplo vivo é a Sociedade Musical Filarmônica Euterpe Maruinense, que em outubro completará 146 anos de contribuição artística.

Por Redação

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